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Conclusões:
Poder-se-ia dizer que foi inconclusivo o debate sobre o jornalismo cultural que aqui nos reuniu, não fosse a
carga negativa que o termo comporta. Mas se “inconclusivo” não significar não ter havido conclusões,
antes que as conclusões a retirar de todas as valiosas comunicações e debates foram um ponto de partida da
consolidação ou alargamento de um campo de estudo, então bem poderemos falar de uma reflexão que não se
pode concluir aqui, mas reclama encontros posteriores.
Na abertura dos trabalhos, isto mesmo foi referido por Luís Humberto Marcos: “Há quem se interrogue sobre
a existência ou não de um jornalismo cultural e certamente que, no final dos três dias de debate, as
dúvidas continuarão. Isto significa que, da parte da organização, não há qualquer intenção
purificadora nem de conceitos, nem de práticas. Queremos somente provocar o debate”.
A identidade histórica do jornalismo cultural foi o primeiro tópico dos nossos trabalhos. Mas logo na
sessão de abertura o ministro da Presidência, Guilherme de Oliveira Martins, deu conta de uma inquietação
que era aliás outro tema do encontro. Disse o ministro sobre o jornalismo cultural que ele não deve
limitar-se à noção um pouco estranha e ambígua da produção de conteúdos, mas sim à noção efectiva de
criação. Antes, referira-se à liberdade de imprensa e ao serviço público da comunicação social,
afirmando que ela deve enraizar-se na vida democrática da própria sociedade e não ser imposta de cima para
baixo pelo poder, tornando-se necessário compreender esta noção para proteger a liberdade de imprensa.
E o painel sobre a identidade e identificação do jornalismo cultural viria a versar problemáticas
enunciadas também logo na abertura por José Marques de Melo, presidente da AssIbercom, ao afirmar que um
jornalismo cultural é um espaço que pode transformar-se num instrumento da diversidade cultural: melhor
compreensão das diferenças entre os povos e o respeito por essas diferenças.
Parés y Maicas referiu-se à noção de jornalismo cultural não sem constatar as poucas referências que
obteve relativas a estudos sobre este campo específico, anotando todavia que uma das formas de fazer
socialização (objecto de toda a informação) é através do jornalismo cultural.
Noções teóricas ou definições de cultura e jornalismo foram afloradas no painel, mas logo foram
arredadas. No limite, como referiu Arnaldo Saraiva, com premonitória provocação por adivinhar que o caminho
do debate não poderia cingir-se a isso; no limite, disse Saraiva, se bem pensar, não saberia distinguir
cultura de jornalismo, e paradoxalmente nem saberia o que seja cultura e o que seja jornalismo...
Posto o que, os objectivos do debate foram postos: - no campo simples da atenção que os media dedicam às
questões específicas da cultura e dos acontecimentos de áreas culturais, incluindo a cultura científica,
como reclamou a presidente da Sociedade Porto 2001 Capital Europeia da Cultura, Teresa Lago; - no desempenho,
aptidões e formação dos jornalistas para noticiar, explicar e interpretar os factos e acontecimentos
culturais.
Eduardo Prado Coelho balizou a questão. Assinalou a evolução da imprensa cultural no país do ante para o
pós 25 de Abril de 1974, aludindo às páginas culturais como refúgio da intervenção política antes da
Revolução até ao ganho de extensão e qualidade da informação cultural, de secções especializadas e de
publicações específicas; registou a qualificação dos profissionais nos modos de dar notícias da cultura
e da atenção mais afinada para o sentido dos factos e acontecimentos; sublinhou a vantagem da
especialização na informação cultural, como de resto na informação desportiva, política, económica -
se é que estas não são também cultura... - ironizou. “Hoje há problemas específicos da indústria
cultural que exigem formação específica” e por isso são necessários preparação e profissionalismo. E
exemplificou com o caso da edição hoje a cargo de multinacionais de conteúdos. E sobre o entendimento da
noção de cultura e do seu papel defendeu que desde os anos 70 houve grande transformação: houve um
processo de culturalização da vida social, uma economicização da vida cultural, um processo longo de
questionamento da hierarquia cultural (antropologização da cultura: quase tudo é cultural...), houve a
ideia de que a cultura dominante é posta em causa pela multiplicidade das culturas, apareceram múltiplas
instâncias de legitimação da cultura. E tudo isto transformou o espaço da cultura. E daí a necessidade de
preparação, de especialização, de profissionalismo dos jornalistas, para entender isto...
Mário Mesquita estabeleceu relações da escrita jornalística com a escrita literária, caracterizando os
respectivos discursos e construção dos sujeitos dessas escritas, num ensaio sobre “a representação dos
media nos diários dos escritores”. Partindo de páginas diarísticas de Torga, Régio, Virgílio Ferreira,
José Saramago e Cristóvão de Aguiar ou de citações dos diários de André Gide, Thomas Mann, Phillipe
Sollers e Edgar Morin, bem como de outros estrangeiros, em que referem ou tomam como ponto de partida para
reflexão a actualidade veiculada pelos media. Mesquita estabeleceu e questionou diferenças que vão desde o
ponto de vista da enunciação às marcas dos discursos e escritas, à objectividade versus subjectividade,
confrontou linguagens e construção dos sentidos, a escrita de utilidade, informativa, e a escrita de
criação literária, a confessionalidade ou construção da autenticidade, a construção do eu (ou pastoreio
do ego) do diarista no discurso a partir dos relatos dos media e o enunciado ou discurso jornalístico voltado
para a exterioridade, bem como tantíssimas noções: de temporalidades, precaridade, perfeição,
efemeridade... para interrogar-se finalmente sobre o sentido das práticas diarísticas em voga na Internet
que não sabemos se são formas de publicação ou ocultação, ou que outro sentido visem. Mas antes Mesquita
anuiu que todo o jornalismo é um acto de cultura, é um conjunto de opções culturais; defendeu áreas
específicas do jornalismo e que há uma concepção cada vez mais lata do que se designa área cultural.
A distribuição gratuita de jornais semanários, ao sábado em Campo Grande (Brasil, Mato Grosso do Sul), é
um “happening” (dir-se-ia uma reportagem crítica) de como um jornalismo de proximidade (mesmo que às
vezes de duvidosa validade, qualidade e critério informativo) contribui para a socialização. A reportagem
crítica foi de Angela Catonio.Berta García Orosa centrou-se na escassez da informação cultural portuguesa
na Galiza, a despeito do crescimento das relações nos últimos anos.
Ainda sobre a temática da identificação e história do jornalismo cultural, e nomeadamente a influência da
hipermediatização sobre o trabalho jornalístico, foi oportunidade para Arnaldo Saraiva questionar a
existência de um verdadeiro jornalismo cultural ou apenas de um eco da indústria que lhe está associada.
Aliás, a dualidade crítico/jornalista seria abordada por Xavier Lama numa intervenção sobre “O
jornalismo cultural na sociedade do espectáculo”, em que falou da alteração das concepções
jornalísticas e defendeu como exemplo a seguir a organização de jornais de referência.Um caso prático
foi-nos trazido pela repórter Ana Valéria Mendonça, com um extenso trabalho sobre os índios Kariris-Xocós
e a cultura popular na imprensa brasileira. Indirectamente, ficou mais uma vez demonstrado que a concepção
de jornalismo cultural está intimamente ligada à comunidade/nação a que respeita. Basta ver que o trabalho
documental, publicado nas páginas culturais do “Jornal da Cidade”, seria em Portugal, muito
provavelmente, destinado a outra secção.
O segundo painel do dia foi mesmo uma sequência lógica daquele tema, ao introduzir o debate sobre o estatuto
e a dinâmica da “Cultura” no sistema organizacional dos media. Os casos concretos voltaram a análise com
a apresentação de Lucia Castellón acerca do tratamento jornalístico do tema cultural na imprensa escrita
chilena. O estudo das várias publicações num determinado espaço de tempo permitiu estabelecer os graus de
relação entre este tipo de produção e um conceito geral de cultura.Na sequência, também Marques de Melo
deu conta de um estudo sobre o tratamento dado ao carnaval brasileiro pelos órgãos de comunicação de
diferentes países:
- ponto 1- a nudez como elemento natural e característico de uma cultura (eventualmente também de um clima)
por contraponto à sua percepção à luz de princípios morais e religiosos, ou ainda a exploração em
termos de imagem pelas publicações populares;
- ponto 2 - o relevo dado à violência associada ao carnaval pela imprensa estrangeira, quando afinal os
índices de criminalidade não parecem ser substancialmente diferentes aos registados no Brasil no resto do
ano.
A análise permitiu ainda reafirmar a falta de consenso em torno do conceito de cultura, motivada pelas
perspectivas diferentes de cada comunidade.
Um outro exemplo objectivo foi o da Televisão da Galiza que, segundo José Durán, tem na cultura uma aposta
assumida, não apenas como secção informativa, mas como elemento de formação e cimentador da identidade de
uma comunidade. Daí a sua questão sobre o tratamento jornalístico da cultura de uma forma diferenciada e
autónoma ou integrada no todo informativo. Questão que, segundo Mário Mesquita, constitui mesmo “o grande
problema”, mas para o qual o próprio apontou a resposta: a coexistência das duas dimensões que garanta,
simultaneamente, o tratamento aprofundado das temáticas culturais mas também que estas não fiquem
confinadas a um gueto. Até porque - diria mais tarde - a sociologia do jornalismo (e a sua experiência
pessoal) mostra que a divisão em secções ou editorias condiciona a produção informativa.
Entretanto, um certo balanço entre o debate objectivo sobre jornalismo cultural e a reflexão sobre a sua
identidade - que manteve presença transversal neste encontro - levou Párez y Maicas a apelar a uma
investigação mais pragmática do tema em apreço, bem como a uma ponte essencial que leve pelo mesmo caminho
jornalistas e investigadores.
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Céptico perante a concepção que alguns órgãos de comunicação aplicam de jornalismo cultural, Xosé
Maria Palmeiro falou de índices de audiência, de marketing, de “sexo” e de “grátis” para de novo
abanar aquela definição, tanto no que toca às formas como aos conteúdos, mas concluiu que apesar da
confusão há que manter a esperança em que melhores dias estão para vir.Idêntico espírito manifestou
Sérgio Jaguaribe, para quem, não obstante ser o marketing o grande problema da cultura, a agonia por essa
via infligida ao jornalismo cultural não conseguirá ditar a morte deste.
Nem de propósito, António Valdemar divulgou aqui um dado do jornalismo cultural: a existência de uma
história do jornalismo de língua portuguesa desde os seus primórdios no Século XVII até final do Século
XVIII. Trata-se de um manuscrito inédito de Augusto Xavier da Silva Pereira que dedicou 30 anos a
inventariar, estudar e descrever os jornais e outras publicações periódicas que surgiram em Portugal; no
Brasil até à independência em 1822; nas ex-colónias de África e Oriente; e ainda em núcleos de
emigração e diáspora portuguesa. E sugeriu que poderes públicos ou mecenáticos custeiem a edição da
obra.
O painel sobre “As tecnologias da informação e comunicação e o jornalismo cultural” veio recentrar o
debate na nova realidade. Pancho Tristán mostrou-nos um produto editorial on-line especificamente ao serviço
do jornalismo cultural, enquanto Arnaldo Meireles apontou que, perante a evolução tecnológica, as
linguagens são apenas reconstruídas, o que também representa uma cultura.No caso das novas tecnologias da
informação e comunicação, nomeadamente da Internet, a democratização da informação cohabita com a
redução da actividade cultural ao informativo, na medida em que cada vez sabemos mais coisas mas pouco de
cada uma. Um dos desafios que se nos colocam é, assim, o de que a cultura é a sabedoria que conseguimos
partilhar.
Outro desafio, mais polémico, foi suscitado pela definição de “jornalista-portal” introduzida por Maria
Teresa Soto como resultado da nova forma de fazer jornalismo advinda da utilização das novas tecnologias. Na
sua óptica, o jornalista de Internet será tendencialmente “um especialista em conteúdos que guia, orienta
e selecciona a informação disponível”, mas sempre com objectivos de se constituir como “uma referência
de segurança, confiança e credibilidade”.
Ainda a propósito das novas Tecnologias da Informação e Comunicação, Javier Fernández del Moral falou
dos ruídos provocados pelo meio, considerando que os conteúdos culturais são os mais influenciados.
Abordando por isso, novamente, as definições de cultura, jornalismo cultural e até de jornalista
(diferenciando-o claramente do crítico), defendeu também a sua especialização. Tanto mais que informação
especializada é divulgação contextualizada, não uma vulgarização, e, no caso de um público menos
esclarecido, as exigências que se põem ao jornalista são ainda maiores. Especificou ainda que há uma
tecnologia da informação entendida como a aplicação prática dos conhecimentos científicos da ciência da
informação ou da comunicação.
Renato Aroeira contou-nos a experiência de vários anos em que a digitalização directa do cartoon
substituiu o lápis e o papel, sublinhando que a Internet permitiu a democratização, não apenas do acesso
à informação, mas também da divulgação da informação. O seu “jornalismo de um homem só”
evidenciou essa facilidade, mas pôs igualmente em destaque a possibilidade da divulgação sem o jornalista
profissional como interface.
A noção de galáxia digital como a que sucedeu à de Guttenberg e à de Marconi foi introduzida por Luís
Humberto Marcos e descrita com a sua hipermediatização da realidade e a democratização do acesso, mas
também com as exigências de maior e permanente formação do jornalista cuja profissão não está em queda
mas em fase de relançamento. Competição e criatividade são outros dos desafios, de molde a que continue a
ser possível distinguir informador de jornalista.
Nessa linha, e conforme parece dado assente que a mera transposição de um produto em papel para o suporte
electrónico não resulta, Javier Fernández del Moral justificou que também o conceito de jornalista não
pode ser directamente transposto para o profissional que recorre às novas tecnologias da informação e
comunicação.
O enquadramento do painel sobre “Perspectivas futuras para o jornalismo cultural” estava, de resto, dado.
Ivan Tubau voltou à ideia do que é cultura sob o ponto de vista jornalístico para reorientar o debate ao
sintetizar que é tudo aquilo de que se ocupam as páginas culturais. “O juízo objectivo não existe, muito
menos sobre as matérias-alvo do jornalismo cultural”, defendeu, afirmando além disso como rigorosas
mentiras os pressupostos do jornalismo norte-americano: factos sagrados e livre opinião.Paralelamente,
acrescentou a reflexão crítica sobre o facto de criador de jornalismo e criador de marketing se confundirem,
até porque estudam na mesma universidade.
Neste painel, foi ainda apresentado um estudo académico de Carla Rodrigues Cardoso sobre “O lugar da
cultura nas capas das “newsmagazines”. Analisando e comparando as chamadas dos temas culturais à primeira
página, constatou que apenas 4 em 74 casos eram tema nobre e, mesmo assim, eram abordados pela negativa
(crise na cultura) ou diziam respeito a espectáculos.A conclusão algo irónica foi a receita para fazer
chegar os assuntos culturais à capa das revistas de informação generalista, que passa principalmente por
dar-lhes um rosto masculino, um carácter de proximidade e o seu quê de sensacionalista.
Um outro caso objectivo divulgado neste encontro foi o Museu da Fundação da Imagem e do Som, em que Marília
Barboza Silva revelou estarem à disposição três milhões de items da história brasileira. Incluindo 80
mil fotos do antigo Rio de Janeiro e quatro mil horas gravadas com depoimentos de personalidades lusófonas,
este tesouro tem, paradoxalmente, dificuldade em tornar-se alvo da investigação jornalística e até do
interesse público, mau grado a sua presença parcial na Internet, em livros e discos editados pela
fundação.
O painel terminaria com mais duas intervenções sobre o jornalismo cultural numa perspectiva social. Artur
Portela defendeu que o jornalismo é, em si mesmo, cultura e deve ser promotor de cultura. Por via disso, esta
tem de, e pode, entrosar-se com os restantes objectos jornalísticos, até para evitar o risco do restante
jornalismo fugir à cultura com a desculpa de que ela tem uma secção própria.
Da mesma forma, Eliseo Colón considerou que o jornalismo cultural não se encontra numa bola de cristal,
precisamente por estar entrecruzado com os outros jornalismos, e alertou para que a visão de cultura não
seja reduzida aos académicos e eruditos. Destacou, nesse sentido, que o jornalismo cultural deve apropriar-se
das novas teorias sobre cultura que se têm desenvolvido a partir da discussão cultura / globalização
/economia /política.
Quanto às perspectivas de futuro, concretamente, foi geral a recusa em fazer futurologia mas unânime a
esperança de que o embate com as novas Tecnologias da Informação e Comunicação não representa um fim,
antes uma etapa evolutiva do próprio jornalismo.
O último painel, o de hoje, levou-nos a reflectir sobre “Globalização Cultural e Intercâmbios
Internacionais”.Frequentemente apontada como um destino trágico e inevitável, a globalização foi como
que desmontada por Inês Pedrosa ao diferenciá-la de massificação. Como disse, a globalização é sim a
reacção à massificação, pois permite exercer com mais rigor a capacidade crítica.
Por seu lado, Anamaria Fadul recordou que o termo globalização não é novo mas apenas tem uma nova
actualidade, sintetizando o fenómeno da criação de ficção (essencialmente telenovelas) e a sua
exportação. Fenómeno esse com especial interesse no que toca à migração do produto de países
considerados do terceiro mundo para os chamados ricos, a par da maior procura de produção nacional, para o
que preferiu falar em glocalização.
Mais uma vez a noção de cultura foi posta em causa mediante a comunidade a que diz respeito, e os
intelectuais foram chamados de preconceituosos devido à análise diferente do lixo televisivo consoante tenha
origem no terceiro mundo ou no primeiro.
Paréz y Maicas trouxe-nos hoje uma visão objectiva de jornalismo cultural e apresentou uma proposta de
definição donde exclui a cultura científica e tecnológica, bem como outras culturas especializadas como a
gastronomia. Deixou ainda uma defesa intransigente da manutenção dos órgãos de comunicação públicos
como garante da regulação do mercado, perspectiva essa com mais pertinência ainda, face aos perigos da
globalização/massificação.
As vantagens desta tendência do mundo de hoje foram, por outro lado, delineadas por Luis Alvarez Pousa,
designadamente no que toca à deselitização da cultura e ao favorecimento de uma cultura universal, sem
contudo prejudicar as culturas regionais.
Francisco Belard alertou, por sua vez, para o ritmo de mundialização que não é acompanhado pelo jornalismo
cultural, e para a falta de intercâmbio, sobretudo no caso vertente do espaço lusófono e ibero-americano,
que possibilitaria retirar as potencialidades benignas da globalização.
Por último, Eduardo Esperança retratou as hegemonias como resultado virtual do fenómeno, ainda que não
deixando de reconhecer que se trata de “hegemonias heterogéneas”. Criticou ainda a estigmatização
continuada da cultura em Portugal, mas concluiu com uma palavra de confiança na alteração de tal estado.
Assim fica sintetizado, palidamente e em largo vôo, o nosso encontro.
Assim fica concluída a conclusão inconclusa deste encontro.
As actas poderão dizer o resto, que fica omisso.
CFJ/M. Neto da Silva e Pedro Matos Trigo
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